Overload

CIBER.COMUNICA 3.0 – COMUNICAÇÃO SEM FIO

Ciclo de palestras sobre comunicação, informação e tecnologias contemporâneas, Faculdades Jorge Amado, 13, 14 e 15 de maio.

Palestrantes confirmados:

Adelino Mont’Alverne – Comunicação, tecnologia móvel e publicidade

Com o objetivo de analisar as tendências da publicidade em dispositivos móveis, a palestra pretende discutir o atual contexto do marketing digital, as transformações nas estratégias promocionais, no comportamento do consumidor e os principais cases de M-Marketing realizados no Brasil. A utilização de tecnologias como Bluetooth e serviços baseados em localização são alguns dos temas a serem apresentados.

Karla Brunet – Arte, tecnologia móvel e apropriação

Com a popularidade do celular e o crescente número de usuários, cada vez mais surgem práticas artísticas com dispositivos digitais de comunicação móvel. Esta palestra visa discutir e delinear estas novas práticas artísticas que utilizam como meio o celular, GPS, wi-fi ou wi-max. Apresentando, assim,  projetos de intervenção urbana, jogos, audiovisuais, instalações e moblogs. Experimentais ou não, vamos ver como muitos destes projetos acabam sendo incorporados pelo mercado, agências de publicidade e canais de televisão.

Fernando Firmino da Silva – Jornalismo e mobilidade

A apresentação abordará os conceitos e configurações em torno da relação “jornalismo e mobilidade” a partir da identificação de que a partir da década de 1990, com a expansãos das tecnologias móveis digitais  (notebooks, palmtops, celulares, smartphones, câmeras digitais e similares) e as conexões sem fio (Wi-fi, Wimax, GPRS, Bluetooth e 3G),  a produção e a difusão de notícias no jornalismo foram potencializadas. Serão apresentadas algumas experiências do uso de tecnologias móveis como plataforma de produção no jornalismo móvel do Brasil e no mundo.

André Lemos – Mídias locativas

As formas e artefatos comunicacionais têm transformado os espaços sociais desde as primeiras cidades até as metrópoles contemporâneas. As mídias locativas, agregando conteúdo informacional a um local específico, criam novas formas do urbano. Vemos essas mudanças na agregação de pessoas em áreas Wi-Fi, na busca por zonas de acesso às redes de telefonia celular, nas trocas de SMS, fotos ou vídeos, nas conexões em redes bluetooth, na emissão de dados por etiquetas de rádio freqüência, RFID2. A Palestra de André Lemos será transmitida via internet para os participantes do Ciber.Comunica, diretamente do Canadá.

Macello Medeiros – Bluetooth news

Projeto vinculado ao Centro de Excelência da Informação (CEI/A Tarde) que tem como finalidade implantar um serviço de distribuição de notícias e demais conteúdos jornalísticos através de artefatos móveis, utilizando a tecnologia bluetooth. 

Cláudio Manoel Duarte – Produzindo ringtones

Oficina de produção sonora para mobiles, usando 3 softs de produção, tratamento e edição de som. A idéia é, a  partir da apropriação de software, aplicar o conceito “do it yourself”, reconfigurado pela cultura cyberpunk, na produção de trilhas personalizadas para mobiles.

Florisvaldo Pasquinha de Matos Filho, Antônio Henrique Soares Gonçalves e Thiego de Souza Santos

Jornalistas, recém-formados pelas FJA, foram os primeiros a desenvolver TCC sobre Notícia Wap, apresentando projeto de implantação de empresa, usando tecnologia de soft livre.

 

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Our Cells, Ourselves

Artigo publicado no Washingtonpost.com faz uma análise da rápida difusão da tecnologia móvel e suas características em todo o mundo. Alguns pontos interessantes:

 

. Em apenas 26 anos, a tecnologia passou de praticamente 0 a mais de 3,3 bilhões de celulares ativos em um planeta com aproximadamente 6,6 bilhões de pessoas. É a mais rápida difusão global de uma tecnologia na história da humanidade, mais rápida que a vacina contra a pólio, por exemplo.

 

. As pessoas não são apenas consumidores de mídia móvel, mas são também criadores. No atentado de Londres, em 2005, as imagens mais representativas do acontecimento foram produzidas pelos próprios passageiros com câmeras de celular, e não por fotógrafos da imprensa.

 

. O telefone celular é a primeira tecnologia de comunicação na história a ter mais usuários nos países em desenvolvimento, por volta de 60%. O uso dos celulares na África tem crescido quase 50% anualmente, mais que em qualquer outra região. Mais de 30 países do continente tem mais linhas de celular do que linhas fixas. Em apenas 11 anos, Bangladesh tem uma cobertura celular de 98% de sua área total, com 30 milhões de usuários. Desses apenas 1 milhão possuem linhas fixas.

 

. O celular estimula efeitos socializantes porque cria pequenos círculos de pessoas que já se conhecem, formando um tipo de esfera local em que os indivíduos se sentem mais ligados ao social. Um característica das vilas pré-industriais.

 

. O celular tem o potencial de ser uma espécie de bolsa, que pode carregar quase tudo, como fotos de crianças, cartões de crédito, bilhetes de ônibus, agenda, calculadora, caderno de anotações, etc. 

 

. O celular tem o potencial de tornar os grupos sociais humanos “superorganismos” mais eficientes em escalas cada vez maiores. Empresas ou comunidades se tornam mais eficientes em relação a décadas passadas, mais capazes de responder a mudanças em tempos menores, e de forma mais ampla, por causa desses tipos de tecnologia. Eles se tornam mais vivos, como organismos. E estes são períodos raros em toda a história. 

 

. Estamos mais livres ou presos? Sem dúvida estamos menos confinados a certos espaços, mas com os celulares podemos ser encontrados a qualquer hora. Mesmo mais livres, construímos nossas próprias prisões.

 

 

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SUR-VIV-ALL

Inspirado no livro “Survival”, de Margaret Atwood, André Lemos lançou novo projeto de GPS writing em Edmonton, Canadá, onde está atualmente realizando seu pós-Dr:

 

The idea came from the crossing of my reading of the book by Margaret Atwood, “Survival,” with my research on locative media, city, mobility and new technologies. In the book “Survival”, the author defends the thesis that the relationship with the survival is a pattern in the imagination of Canadian literature, both of prose and poetry: fighting the forces of nature, the natives, and the animals. . So, from my research on locative media, I plan to “write” the city of Edmonton (on 40 km) with a GPS Tracker, and mapping some hotspots along the way (using iStumbler, Loki, Google Maps, Google Earth…). For the first GPS draw take a look at Jeremy Wood work. What I was looking for here, in addition to entertainment, was a way to get closer to the city, to understand and feel their spaces, their dynamics. But, basically, a way to see my “survival” here.

 

The word “SURVIVAL” has been changed to “SUR-VIV-ALL,” trying to create different meanings in English and French, the official languages Canada, and in Portuguese, my mother language. In French we can see or inferred “SUR VIV (R) E / VIE …”, something like an excess and a lack of life, just when survival is the least and last resort of existence. In Portuguese, “VIVA”, claiming to live, an imperative. In English “survival”, has its original meaning, plus the “ALL” that calls for a social dimension, the public and community. What is at stake here is the imagination of the city, the relationship with extreme temperatures, the use of cars as standard displacement, the empty spaces, the invisibility of electronic processes (written by the GPS is invisible as well the hotspots Wi – Fi) on the actual structures in the midst of public space. We have photos, videos that attempt to capture this relationship, but with the thread to link with the outside world, the nature. The “Waypoints” on the map will show (as soon as we fished the data transfer) this multimedia content, as well as Wi-Fi hotspots open (we’ve accessed some networks on the street) or closed.

 

André Lemos 

 

 

 

CREDITS

 

Project – André Lemos

Photos, Videos, Wardriving and GPS Tracking – André Lemos, Mari Fiorelli and Rob Shields

Maps and Blog – André Lemos and Mari Fiorelli

 

 

 

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Wi-fi Salvador

Com o objetivo de mapear os hotsposts de Salvador o GPC lançou o Wi-fi Salvador, projeto colaborativo onde a população pode obter informações sobre os locais de acesso à internet móvel da cidade, além de indicar novos hotspots, enviar material multimídia, comentar os pontos visitados e as experiências adquiridas em cada local.

 

 

wi-fi salvador  

 

 

Confira a apresentação do projeto:

 

As cidades contemporâneas estão vendo crescer zonas de acesso à internet sem fio (Wi-Fi). O usuário não vai mais ao ponto fixo da rede, mas encontra-se em uma nuvem de conexão. A rede torna-se ubíqua, envolvendo o usuário em um ambiente de acesso no espaço público. Várias cidades no mundo estão oferecendo Wi-Fi aos seus cidadãos, constituindo uma “cidade desplugada”. Cidades da França, Suécia, Suíça, Inglaterra, Estônia, Canadá, Itália, Espanha, Portugal, entre outras, estão colocando redes Wi-Fi em praças, parques, metrôs, ônibus, barcos, no meio rural, nos centros das cidades. A cibercultura entra na fase da conexão móvel interfaceando ciberespaço e espaço urbano.

 

No Brasil, começam a aparecer experiências com Wi-Fi, em iniciativas de inclusão social em várias cidades como Belo Horizonte, Ouro Preto e Tiradentes (MG), Porto Alegre (RS), Piraí, Parati e Volta Redonda (RJ), Sud Menucci (SP), Parintins (AM), entre outras. Experiências estão implementadas também pelo próprio mercado (hotéis, restaurantes, cafés…) e já podemos encontrar pontos de acesso sem fio em todas as grandes capitais brasileiras, incluindo Salvador.

 

A era da conexão, do “computador coletivo móvel”, está criando zonas de acesso e controle informacional, constituindo “territórios informacionais” (zona de intesecção do ciberespaço com o espaço público), alterando a relação prática e imaginária do espaço urbano e da mobilidade. As tecnologias de rede (Wi-Fi, Wi-Max, bluetooth) e os dispositivos móveis sem fio (celulares, palms, laptops, etiquetas de radiofreqüência, RFID), têm criado novas práticas sociais e novos traçado na “ciberurbe”. A era da conexão relaciona assim tecnologia digital, comunicação, massa, multidão, mobilidade e conexão.

 

O Projeto Wi-Fi Salvador, inédito no Estado e pioneiro no Brasil, visa mostrar em mapas colaborativos os pontos de conexão a internet sem fio (hotspots) em Salvador (tanto pagos como gratuitos) utilizando a tecnologia de rede sem fio Wi-Fi. Esse projeto faz parte das atividades do Grupo de Pesquisa em Cibercidade do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom/UFba . O GPC é o primeiro grupo desse gênero no Brasil e é credenciado pelo CNPq.

 

 

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RFID, ou não

Questões de privacidade surgem com as possibilidades da aplicação de etiquetas RFID em diversos tipos de produtos. Com as etiquetas, um supermercado, por exemplo, pode rastrear o caminho que os produtos tomam mesmo quando se distanciam da loja. Já utilizado amplamente em animais, estruturas de logística e até em humanos, para rastrear e controlar o acesso a certos locais, a aplicação das etiquetas começa a sugerir cenários distópicos, de vigilância, controle e invasão de privacidade.   

 

Tagzapper e RFIDwasher são dispositivos que prometem desativar transmissores de RFID, garantindo assim a privacidade dos consumidores e evitando o controle por parte de agências comerciais ou governamentais. 

 

 

rfid 

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Mobilefest 2007

 

O Mobilefest 2007 contou com a “presença” de Mimi Ito, através do sistema de videoconferência. Ela apresentou alguns pontos sobre a relação entre tecnologia, mobilidade e a cultura jovem japonesa. A apresentação trouxe alguns elementos que nos ajudam a entender um pouco mais sobre a forte difusão e atração que os dispositivos móveis exercem sobre os japoneses, principalmente os adolescentes.

 

 

ito 

 

 

Para Mimi Ito, é preciso primeiro diferenciar os telefones celulares dos PCs. Os primeiros são mais democráticos, pela facilidade de acesso, já que o preço é bem menor, pelo uso constante no dia-a-dia por grande parte da população e por oferecer uma forma de comunicação privativa, com possibilidade de se estabelecer uma formatação mais pessoal. 

 

O celular pode ser considerado mais pessoal que os PCs, já que consideramos um dispositivo por pessoa. A tela pequena também traz a idéia de privacidade. Já comentei em uma das reuniões do GPC a relação inversa entre tamanho da tela e privacidade. A tela do celular se torna um portal privativo, difícil de ser “espiado” pelos outros. Eles também permitem a comunicação enquanto andamos pelas ruas, carregamos coisas, etc. Diferente dos PCs, mesmo dos notes.

 

Os japoneses consideram uma atitude rude falar durante as viagens de metrô. É muito comum mandarem, por exemplo, um SMS pedindo permissão para realizar uma chamada de voz. Assim, as mensagens de texto se tornam uma solução essencial para os momentos (muitos…) onde não é apropriado falar.

 

O contexto local tem uma grande influência na forma de adoção de uso dos celulares. Não existe uma trajetória única, que sirva como um modelo de uso para todos os lugares. No caso do contexto japonês, houve uma lenta adoção dos PCs, além de existir uma preferência típica dos japoneses por portáteis, em relação não só a tecnologia, mas todo tipo de bugigangas.

 

Os celulares criam então a idéia de espaços tecno-sociais, em que as pessoas podem estar distantes, mas se sentem próximos através do envio de mensagens. Um conceito “always on, never alone”. 

 

O contexto e o perfil dos jovens japoneses não estimulam apenas a interação social através de telefones celulares, mas também a partir de diversas formas não digitais. A grande difusão dos purikura, principalmente entre as meninas, e os cards, entre os meninos, são alguns exemplos. Purikuras são cabines de fotos digitais que podem receber pequenos grupos de amigos. Nas cabines são tiradas fotografias, que depois de modificadas através de telas touch-screen (modding), são impressas em adesivos e divididas entre os participantes. 

 

 

purikura1 purikura2

 

 

Os adesivos são colados em diversos objetos pessoais, como cadernos, estojos, álbuns, etc. Eles podem ser recortados, trocados e são tratados de diferentes formas, da privacidade ao exibicionismo, dependendo da relação estabelecida entre as pessoas presentes nas fotos. São um tipo de orkut low-profile em que os jovens podem divulgar quem são seus amigos e que tipo de proximidade existe entre eles. Os adesivos de purikura formam um verdadeiro mosaico das relações sociais e atividades de seus donos. 

 

 

purikura3

 

 

Para os meninos, os cards são representantes de uma cultura pós-pokemon. A TV já não é mais o centro das ações, já que eles podem colecionar, trocar ou disputar os cards, carregando-os para todos os lugares. Entre as coleções de cards, alguns são mais raros, o que estimula o interesse e as relações entre os colecionadores. A diversão está entre o analógico e o digital, com conteúdos baseados em cartões, assim como games, celulares, etc.

 

Os exemplos acima mostram relações sociais criadas e reforçadas a partir tanto  de elementos reais/físicos, quanto de elementos virtuais.  Nos adesivos Purikura a foto impressa, em papel adesivo, também é modificada, recriada a partir de recursos de edição digital, com imagens, grafites e BGs virtuais, assim como as dinâmicas dos cards transitam entre os antigos cartões de papel ou plástico e os recursos de games, filmes, sites e dispositivos móveis.

 

Tive oportunidade de fazer uma pergunta, aquela primeira pra quebrar o gelo. “Como você tem observado a criação de novas formas de uso do espaço urbano a partir das tecnologias digitais móveis? (ou algo asism..)

 

Mimi Ito: “Existe atualmente uma migração de cartões de banco, de transportes, por exemplo, para os telefones celulares. Por isso, as pessoas utilizam cada vez menos dinheiro e os serviços urbanos são cada vez mais monitorados. As antigas estruturas públicas desaparecem, como por exemplo os telefones públicos, e se torna difícil viver na cidade sem o celular. Os relacionamento em bares e points se tornam mais raros, já que essa interação passa a acontecer tb nesses dispositivos.”

 

Ponto interessante: durante o evento meu celular descarregou. Na saída, lá pelas 22h30, tentei ligar de um orelhão na Av. Paulista, que podemos considerar a rua mais importante do país. Tentei em 3 telefones, não consegui de nenhum  :/

 

O artista e escritor Armin Medosch, que participou presencialmente, com uma palestra sobre a aprendizagem hacker, tb esperava mais da resposta, tentou complementar citando manifestações artísticas na ruas, a criação de linguagens digitais mais urbanas, os location-based services, as mídias locativas e a recuperação de espaços públicos através do uso das tecnologias. 

 

 

armin 

 

 

Sua participação foi provocadora na defesa das redes mesh como forma de garantir o direito à liberdade de realização de suas próprias conexões. Segundo ele, mais do que entregar computadores coloridos à população (espetando um projeto apresentado pouco antes), importante realmente é fornecer conhecimento para que todos possam formar suas próprias redes.

 

 

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TV Digital e a Rede Globo

No final do ano passado estive no lançamento da TV Digital da Rede Globo para o mercado publicitário em São Paulo. O evento aconteceu às vésperas do início da transmissão na capital, que aconteceu dia 2 de dezembro. 

 

O destaque da apresentação como sempre foi o aumento da qualidade da imagem, que passa de um padrão analógico, de 640 pontos por linha, num total de 480 linhas, para a possibilidade de exibição de imagens em 1920 pontos e 1080 linhas. 

 

 

tv globo 

 

 

Dois conceitos são interessantes em relação ao aspecto da mobilidade. A idéia de tv móvel, com a possibilidade de captação do sinal com qualidade e sem interferências em dispositivos em movimento, como ônibus, metrôs, carros e barcos. E a tv portátil, relacionada à recepção do sinal em aparelhos portáteis, que podem ou não estar em movimento, como palms, celulares, etc. 

 

Não vai existir custo para recepção, será preciso apenas adquirir um aparelho receptor apropriado. A indústria já está preparando uma série de gadgets para atender esse mercado. Com isso, há uma expectativa de que o consumo de conteúdo de tv fora dos domicílios aumente, por conta da facilidade e conveniência da recepção móvel. Será sem dúvida o ponto-chave da fusão entre tv e celulares.

 

 

tv globo 2 

 

 

Há tb um ponto interessante sobre a qualidade da imagem que pode interferir na forma que interagimos com esses dispositivos. Por causa de imperfeições da transmissão analógica, recomenda-se que o espectador fique a uma distância do aparelho de pelo menos 7 vezes a altura da tv. Essa distância permite um ângulo de visão de aproximadamente 10º. Na imagem de alta definição, a distância sugerida entre o espectador e o aparelho é de apenas 3 vezes sua altura, permitindo um ângulo de visão de 30º. Essa proximidade proporciona um envolvimento maior do telespectador com a imagem. E quanto mais proximidade, sempre de uma forma inversamente proporcional ao tamanho da tela, podemos desenvolver nossas bolhas de privacidade e interatividade.

 

 

tv globo 3 

 

 

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Shoot me if you can

“Shoot me if you can” é um projeto que se define como um urban mobile network game, realizado em zonas urbanas de Seul, na Coréia do Sul. Com o conceito inspirado nos “first person shoot games”, os participantes são divididos em times, de cores diferentes, com números de telefones indicados em etiquetas coladas ao corpo. Eles devem fotografar os jogadores do time adversário. Quando isso acontece, as imagens devem ser enviadaa via MMS para uma galeria no Flickr, sendo contabilizadas como pontos. 

shoot2

O jogo criou uma nova proposta de apropriação de um denso bairro comercial, Myung Dong. Conhecer suas ruas, desvios e esconderijos são elementos estratégicos para os momentos de ação, novas relações passaram a ser estabelecidas com comerciantes e frequentadores do local, que podem, por exemplo, dar dicas sobre a região ou a posição de outros jogadores.

De forma sutil, Shoot me if you can também critica o excesso das câmeras de vigilância no dia-a-dia das grandes metrópoles. Cada jogador é como uma câmera que pode pensar e correr. As fotos das partidas, geralmente borradas ou desfocadas, são como expressões de negação e fuga à presença intensa desses sistemas de vigilância.

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Dodgeball

Dodgeball é uma rede social baseada em telefones celulares. Através do sistema, os usuários podem cadastrar seus contatos, como no MSN, Orkut, etc. Quando estão em um bar, por exemplo, eles podem fazer um login através de uma mensagem de texto. Seus contatos, e até os contatos dos seus contatos, que estiverem próximos do local recebem uma mensagem, com a sugestão “Your friend X is at Bar Y (endereço), why not stop by and say hello?”.

dodgeball

Assim, Dodgeball cria redes sociais móveis, que ficam em permanente reconfiguração, dependendo do local onde seus participantes estejam. As redes sociais móveis podem estimular novos hábitos de comportamento. A partir delas, os usuários podem redefinir constantemente sua localização em busca de novas listas de contatos, o que traz uma nova dinâmica para a vida noturna.

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GPS Drawing

Uma galeria de desenhos criados em mapas, utilizando o GPS como um lápis sobre a terra. Novos usos não previstos das tecnologias de localização, que segundo o autor criam mapas de lugares imaginários, trabalhos que adaptam a iconografia dos mapas para expressar idéias e experiências de lugar.

 

gps drawing

 

Via Carnet de Notes

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