Waag Society
Em SP conferi a workshop com o pessoal do Waag Society sobre urban games. Foi um evento do Mobilefest (valeu Hartmann!) aproveitando a realização da Gincana Global, projetos das duas instituições que pretende criar um game misturando dispositivos móveis e as características da gincana brasileira. O game será uma disputa entre times do Brasil e da Holanda e vai explorar aspectos multiculturais dos dois países. No dia da workshop foi realizado um piloto com uma turma de crianças na Av. Paulista.

Na workshop, Rinske Hordijk e Ronald Lenz apresentaram a estrutura e o conceito do Waag Society. Coisa incrível, os caras ficam num castelo de trocentos anos pesquisando e desenvolvendo ações e aplicativos para uso em diversas áreas, como educação, cultura e entretenimento. Eles já realizaram diversos pervasive games, como Frequency 1550, Fort Amsterdam e uma extensa lista de projetos. Estavam presentes, além das crianças que participaram do piloto da Gincana Global, professores, pesquisadores e game designers. Tivemos tempo de criar projetos durante a workshop que foram comentados pelo pessoal do Waag. Acho que a impressão que ficou para eles é que uma workshop sobre urban games no Brasil deve ser diferente de qualquer país do mundo, principalmente os europeus. O processo acaba se tornando muito mais “quente” com uma participação mais dinâmica dos presentes.

Achei o resultado muito bacana porque mostrou o processo de criação de jogos de rua, com uso de dispositivos móveis e redes pervasivas, a partir das experiências e pontos de vista de pessoas de áreas diferentes, como arquitetos, designers, professores e, principalmente, as crianças que contribuiram com idéias excelentes.

Campus Party 2009
Esperei o fim da Campus Party 2009 pra digerir um pouco minhas impressões sobre o evento. O conceito é muito interessante, milhares de pessoas de diversas áreas reunidas numa sala gigante e com uma conexão de altíssima velocidade. Foi anunciada uma conexão de 10gb para o evento, inédita no mundo.
A primeira impressão é a de uma “Woodstock Nerd” quando as pessoas começam a chegar de todos os estados do Brasil, e de fora também, com suas malas, CPUs, monitores, etc. Todos os “campuseiros” ganham uma barraca de camping e podem ficar acampados no evento durante a semana inteira. A idéia é imersão total. Os caras levam realmente tudo. Tinha gente acessando a rede com notebook e com CPU instalado em TV de 42 polegadas. Sem contar plantas e pequenos objetos de decoração.
O espaço do evento é realmente muito grande e as tribos ocupam lugares determinados, por tema. Aparecem os clãs de counter strike, os blogueiros, os viciados em códigos, entre outros. A área do pessoal de case modding trouxe invenções interessantes, como adaptações em carros, robôs, cases de madeira, etc. Veja abaixo algumas imagens:
Acho que o principal ponto do evento está na idéia de compartilhar. São milhares de pessoas interessadas em tecnologia, blogs, games, modding, robótica, podcast, design, reunidas para compartilhar conteúdo, idéias, trabalhos, etc.
Abaixo vídeo do futebol de robô:
Futebol de robô from AMontalverne on Vimeo.
Também vale não fazer nada disso, vi muita gente que ficava no Orkut, no MSN. Talvez a motivação seja se mudar para um lugar e passar a semana inteira fazendo o que quiser. Uma lei do tipo “não encha o saco”. Sem ninguém para controlar horários e ficar repetindo coisas como “você está passando muito tempo no computador”.
Sem dúvida o mais legal do evento é a área dos campuseiros, mas a parte da feira traz coisas interessantes, com stands de empresas, provedores, veículos, etc. O Flickr realizou uma experiência interativa, o Tag Experience, a AgênciaClick alguns eventos sobre o mercado, o pessoal do Mobilefest e da CBN tinha uma extensa agenda de palestras sobre mobilidade. Mas me impressionou o fato de muitas empresas terem criado stands totalmente fora do conceito do evento. Com um público desse tipo, ninguém tá interessado em computador com internet, folhetos e promotoras tentando explicar tal e tal assunto. Chamou muita atenção a performance do Eboman no stand da Caixa, veja abaixo. O Cara tb tem um site legal, vale a pena conferir.
Eboman from AMontalverne on Vimeo.
Bom, vemos sempre posts, matérias, etc, falando da mudança de cultura que a tecnologia está promovendo. Geração 2.0 e tudo mais. E acho que participando do evento, compartilhando conteúdo – seja ele qual for – vendo o que interessa a essas tribos, podemos ter uma percepção mais clara do que vem por aí. O ritmo das mudanças e tendências é mesmo muito forte, depois do Campus Party fiquei ainda mais impresionado sobre como algumas estruturas, idéias e conceitos estão totalmente arruinados, perdidos no tempo.
Veja também o Flickr oficial da CP 2009, tem fotos muito legais por lá.
No commentsFernando Firmino e o Jornalismo Móvel
O jornalista e pesquisador Fernando Firmino foi o vencedor do Prêmio Freitas Nobre, um dos prêmios do Intercom 2008, com o trabalho “Jornalismo reconfigurado: tecnologias móveis e conexões sem fio na reportagem de campo”. Professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB, Firmino mora atualmente em Salvador, onde realiza sua tese de doutorado sobre as tecnologias móveis e conexões sem fio no jornalismo.
Assista abaixo a segunda parte da sua participação “virtual” no MobileCamp, evento realizado dia 13/12 em SP. Publiquei a segunda parte pq ela traz alguns cases, mas veja tb a primeira parte para saber mais sobre o background da pesquisa.
No commentsTV Digital na Bahia

Na semana passada estive no lançamento da TV Digital na Bahia, em um evento realizado pela Rede Bahia com a participação da equipe técnica da Globo e representantes do nosso mercado. Foi uma oportunidade interessante de ver o que mudou no discurso, já que participei de um evento similar há exatamente 1 ano, quando a transmissão digital foi iniciada em São Paulo.
Bom, os pontos fortes continuam os mesmos. O principal destaque é o aumento da qualidade da imagem, que de um padrão analógico, com 640 pontos por linha, num total de 480 linhas, passa para a possibilidade de exibição de imagens em 1920 pontos e 1080 linhas. E ainda as aplicações em mobilidade, como a tv móvel, através da captação do sinal com qualidade e sem interferências em dispositivos em movimento, equipados por exemplo em ônibus e carros, e a tv portátil, relacionada à recepção do sinal em aparelhos portáteis, que podem ou não estar em movimento, como celulares e pequenos dispositivos.
Os dois sinais estarão sendo transmitidos no Brasil até 2016, quando o analógico será desativado. Mas nos EUA, por exemplo, isso vai acontecer já no próximo ano. Por aqui o que temos visto na comemoração de 1 ano do início das transmissões são matérias que mostram a TV Digital brasileira como uma grande frustração. Vale lembrar que mesmo com muitas expectativas criadas em torno do assunto, apresentado muitas vezes como uma grande revolução na forma de consumir conteúdo, ver tv, interagir, etc, estamos tratando de um novo recurso disponível há apenas 12 meses. Isso é realmente pouco tempo pra gente avaliar de que forma essas transformações devem acontecer no Brasil.
Um dos pontos mais interessantes no surgimento de uma nova tecnologia é ver como ela pode ser apropriada e utilizada em diferentes contextos. Só o tempo vai mostrar como vamos adotar a nova tecnologia, que modelos comerciais podem surgir e que usos até agora imprevistos podem ser criados.
No commentsArte.Mov: “Can you see me now?”
“Can You See Me Now?” é um projeto do grupo inglês Blast Theory, com a colaboração do Mixed Reality Lab, da Universidade de Nottingham. O jogo de perseguição combina jogos online, redes de comunicação sem fio e mundos virtuais.
Jogadores de qualquer lugar do mundo podem jogar online através de uma cidade virtual. Na interface do jogo eles são perseguidos pelos membros do Blast Theory, chamados de runners. O detalhe interessante é que enquanto os jogadores online movimentam avatares na cidade virtual, os runners estão realmente correndo pelas ruas da cidade. No caso, o bairro de Santa Tereza, em BH.
Usando comandos do computador, os jogadores online tentam fugir pelas ruas virtuais, trocando mensagens, informações e estratégias com outros jogadores online.
Na cidade real, os runners podem acompanhar a posição dos jogadores online através de um PDA e trocar informações via rádio. A posição deles é monitorada através de GPS.
Quando um runner alcança a posição de um jogador online, o que representa estar pelo menos a cinco metros de sua posição no espaço real, este é “visto” e está fora do jogo. No momento que os runners alcançam a posição dos jogadores online, eles também tiram uma foto do local na cidade real, mostrando onde eles virtualmente estariam. A imagem abaixo mostra o lugar onde o meu avatar deveria estar quando fui alcançado por um dos runners.
Foi muito interessante jogar online, ainda em Salvador, e ver o jogo acontecendo ao vivo em BH. As pessoas ao redor ficavam muito curiosas, tentando entender quem aqueles runners estavam perseguindo. Veja abaixo uma matéria sobre o jogo realizada pelo programa Olhar Digital, acho que ajuda a ter um feeling do que acontece em “Can You See Me Now?”.
No commentsArte.Mov: Videoman
Valeu a pena conferir a performance do mexicano Fernando Llanos. Utilizando uma roupa equipada com projetor, caixas de som, mixer de vídeo e outras tranqueiras, ele desceu de skate a Av. Afonso Pena, uma das mais importantes de BH, projetando imagens nos prédios. As imagens costumam ser críticas e ter uma relação com o contexto onde são projetadas. Para carregar todos os equipamentos ele já criou uma série de adaptações em bicicletas, patins, skates, entre outros.
Abaixo foto de Llanos em ação na Av. Afonso Pena.
Veja mais sobre seu trabalho aqui.

Arte.Mov: Locative Painting

A artista e pesquisadora Martha Gabriel apresentou o “Locative Painting”, um trabalho de webarte interativo que forma uma pintura na tela utilizando as posições geográficas dos participantes. As pinceladas são criadas através dos números de CEP, criando uma mídia locativa. O visitante acessa um site, escolhe uma cor e então a rota é pincelada a partir da localização do visitante anterior.
No commentsArte.Mov: !Alerting Infrastructure!

O projeto !Alerting Infrastructure! de Jonah Brucker-Cohen pretende fazer uma “aproximação entre dados que circulam em sistemas informacionais e situações concretas no mundo físico”. Isso acontece através de um contador web que aciona uma furadeira pendurada em frente a uma parede. A cada visita feita ao site do Arte.Mov, a furadeira era acionada. Uma característica do festival foi mostrar a interação entre aconteceimentos na internet, nos espaços virtuais, e acontecimentos no mundo real, concreto. Esse projeto já foi apresentado em diveros festivais pelo mundo, veja aqui, e cria um link muito forte – literalmente – entre o virtual e o real.
A msg abaixo mostra quanto uma visita ao site contribuiu para a ação da furadeira na parede.

Arte.Mov 2008

Vou publicar aqui um resumo de alguns dos melhores momentos do Vivo Arte.Mov, evento realizado no final de novembro de 2008, em Belo Horizonte, MG. Em sua terceira edição, o evento é uma oportunidade das mais ricas para os interessados na chamada “Cultura da Mobilidade”, envolvendo diversos temas como mídias locativas, comunicação e arte móveis, games, microcinema e outros.
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