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Archive for the 'Redes Sociais' Category

European Youth Trend Report

O relatório EYTR 2009 pretende apresentar resultados de diversas pesquisas sobre tendências do comportamento jovem entre residentes dos países do continente europeu. O target do relatório está principalmente em grupos de 14 a 18 e 19 a 25 anos de idade. No vídeo abaixo um preview de alguns dados.

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Blitz do Goró

Mobilização, redes sociais, dispositivos móveis e contra-vigilância. Esses são alguns dos elementos da corrente que pretende divulgar através de mensagens SMS os locais das Blitz do Detran em Brasília/DF. Sem entrar na discussão da coerência ou incoerência da lei, a corrente mostra como os dispositivos móveis e as mensagens de texto podem ser utilizados na divulgação de informações alternativas, que mudam não só os percursos e os pontos de encontro dos participantes (já que eles podem se deslocar para bairros ou regiões fora do roteiro da fiscalização), mas também as práticas de vigilância (blitz) que se tornam itinerantes, exigindo uma reorganização de seus processos.

A matéria abaixo foi publicada no site do Jornal Hoje.

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A “corrente do goró”

A lei seca mal entrou em vigor, e motoristas de Brasília já tentaram uma forma de escapar das batidas policiais. O Detran da cidade promete reagir.

 

 

 

Mensagens de celular informando o local e a hora de início e fim da fiscalização começaram a ser disparadas no último fim de semana. A corrente, chamada de “Blitz do Goró”, termina com o tradicional pedido: que ela seja passada adiante.

O estudante de engenharia Mateus Soares recebeu duas correntes no mesmo dia. Para ele, o jeitinho encontrado para burlar a fiscalização é conseqüência do rigor da lei seca. “Ela é eficaz contra os beberrões, evitando os acidentes, mas pessoas que bebem socialmente foram prejudicadas”, argumenta Mateus.

O Detran e a Polícia Militar de Brasília investigam de onde partiram as informações e decidiram mudar de estratégia. Agora, o local da blitz só vai ser conhecido na hora dos carros irem para a rua.

O diretor do Detran-DF, Jair Tedeschi, diz que o envio das mensagens não é crime previsto em lei, mas comparou a bandidos quem inventou a idéia: “Cada vez que você consegue combate um tipo de crime, o bandido inventa outra. Ele sempre procura uma forma de burlar a lei, mas a gente também vai, com inteligência, buscar sanar esse problema”.

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WHRRL, Social Discovery

Através de mapas e informações sobre as atividades dos contatos e amigos do usuário, o sistema Whrrl pode sugerir novos lugares a serem explorados ou atividades a serem realizadas. Seus criadores chamam essa tendência de “social discovery”. No mapa o usuário pode visualizar ícones (imagem abaixo) que indicam o status dos locais, como aprovado por amigo, desaprovado por amigo ou local que um amigo deseja conhecer. O slogan “The people you know. The place they go” traz o conceito de indicações e ranking a partir das preferências dos seus conhecidos, o que a priori pode ter mais chances de agradar também a você. 

 

 

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Mobilefest 2007

 

O Mobilefest 2007 contou com a “presença” de Mimi Ito, através do sistema de videoconferência. Ela apresentou alguns pontos sobre a relação entre tecnologia, mobilidade e a cultura jovem japonesa. A apresentação trouxe alguns elementos que nos ajudam a entender um pouco mais sobre a forte difusão e atração que os dispositivos móveis exercem sobre os japoneses, principalmente os adolescentes.

 

 

ito 

 

 

Para Mimi Ito, é preciso primeiro diferenciar os telefones celulares dos PCs. Os primeiros são mais democráticos, pela facilidade de acesso, já que o preço é bem menor, pelo uso constante no dia-a-dia por grande parte da população e por oferecer uma forma de comunicação privativa, com possibilidade de se estabelecer uma formatação mais pessoal. 

 

O celular pode ser considerado mais pessoal que os PCs, já que consideramos um dispositivo por pessoa. A tela pequena também traz a idéia de privacidade. Já comentei em uma das reuniões do GPC a relação inversa entre tamanho da tela e privacidade. A tela do celular se torna um portal privativo, difícil de ser “espiado” pelos outros. Eles também permitem a comunicação enquanto andamos pelas ruas, carregamos coisas, etc. Diferente dos PCs, mesmo dos notes.

 

Os japoneses consideram uma atitude rude falar durante as viagens de metrô. É muito comum mandarem, por exemplo, um SMS pedindo permissão para realizar uma chamada de voz. Assim, as mensagens de texto se tornam uma solução essencial para os momentos (muitos…) onde não é apropriado falar.

 

O contexto local tem uma grande influência na forma de adoção de uso dos celulares. Não existe uma trajetória única, que sirva como um modelo de uso para todos os lugares. No caso do contexto japonês, houve uma lenta adoção dos PCs, além de existir uma preferência típica dos japoneses por portáteis, em relação não só a tecnologia, mas todo tipo de bugigangas.

 

Os celulares criam então a idéia de espaços tecno-sociais, em que as pessoas podem estar distantes, mas se sentem próximos através do envio de mensagens. Um conceito “always on, never alone”. 

 

O contexto e o perfil dos jovens japoneses não estimulam apenas a interação social através de telefones celulares, mas também a partir de diversas formas não digitais. A grande difusão dos purikura, principalmente entre as meninas, e os cards, entre os meninos, são alguns exemplos. Purikuras são cabines de fotos digitais que podem receber pequenos grupos de amigos. Nas cabines são tiradas fotografias, que depois de modificadas através de telas touch-screen (modding), são impressas em adesivos e divididas entre os participantes. 

 

 

purikura1 purikura2

 

 

Os adesivos são colados em diversos objetos pessoais, como cadernos, estojos, álbuns, etc. Eles podem ser recortados, trocados e são tratados de diferentes formas, da privacidade ao exibicionismo, dependendo da relação estabelecida entre as pessoas presentes nas fotos. São um tipo de orkut low-profile em que os jovens podem divulgar quem são seus amigos e que tipo de proximidade existe entre eles. Os adesivos de purikura formam um verdadeiro mosaico das relações sociais e atividades de seus donos. 

 

 

purikura3

 

 

Para os meninos, os cards são representantes de uma cultura pós-pokemon. A TV já não é mais o centro das ações, já que eles podem colecionar, trocar ou disputar os cards, carregando-os para todos os lugares. Entre as coleções de cards, alguns são mais raros, o que estimula o interesse e as relações entre os colecionadores. A diversão está entre o analógico e o digital, com conteúdos baseados em cartões, assim como games, celulares, etc.

 

Os exemplos acima mostram relações sociais criadas e reforçadas a partir tanto  de elementos reais/físicos, quanto de elementos virtuais.  Nos adesivos Purikura a foto impressa, em papel adesivo, também é modificada, recriada a partir de recursos de edição digital, com imagens, grafites e BGs virtuais, assim como as dinâmicas dos cards transitam entre os antigos cartões de papel ou plástico e os recursos de games, filmes, sites e dispositivos móveis.

 

Tive oportunidade de fazer uma pergunta, aquela primeira pra quebrar o gelo. “Como você tem observado a criação de novas formas de uso do espaço urbano a partir das tecnologias digitais móveis? (ou algo asism..)

 

Mimi Ito: “Existe atualmente uma migração de cartões de banco, de transportes, por exemplo, para os telefones celulares. Por isso, as pessoas utilizam cada vez menos dinheiro e os serviços urbanos são cada vez mais monitorados. As antigas estruturas públicas desaparecem, como por exemplo os telefones públicos, e se torna difícil viver na cidade sem o celular. Os relacionamento em bares e points se tornam mais raros, já que essa interação passa a acontecer tb nesses dispositivos.”

 

Ponto interessante: durante o evento meu celular descarregou. Na saída, lá pelas 22h30, tentei ligar de um orelhão na Av. Paulista, que podemos considerar a rua mais importante do país. Tentei em 3 telefones, não consegui de nenhum  :/

 

O artista e escritor Armin Medosch, que participou presencialmente, com uma palestra sobre a aprendizagem hacker, tb esperava mais da resposta, tentou complementar citando manifestações artísticas na ruas, a criação de linguagens digitais mais urbanas, os location-based services, as mídias locativas e a recuperação de espaços públicos através do uso das tecnologias. 

 

 

armin 

 

 

Sua participação foi provocadora na defesa das redes mesh como forma de garantir o direito à liberdade de realização de suas próprias conexões. Segundo ele, mais do que entregar computadores coloridos à população (espetando um projeto apresentado pouco antes), importante realmente é fornecer conhecimento para que todos possam formar suas próprias redes.

 

 

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Purikura

 

O purikura é um fenômeno que já faz parte da cultura dos jovens japoneses desde os anos 90s. O nome purikura é uma versão reduzida de purinto kurabu, o que seria o equivalente a “print club” em inglês. Purikuras são cabines de fotos digitais que podem receber duplas ou pequenos grupos de amigos, entre 4 e 6 pessoas. Dentro do purikura, ao som de música pop japonesa, são produzidas fotografias, que depois de modificadas com uma grande variedade de imagens, bordas, textos e BGs virtuais através de telas touch-screen (modding), são impressas em adesivos e divididas entre os participantes.

O purikura é um exemplo de prática de produção e troca de imagens e visualização de redes sociais ainda independente de câmeras digitais ou sites. Os adesivos podem ser recortados e trocados entre amigos, que colam as imagens em celulares, cadernos, estojos e tudo o que for possível. Mais comum entre as garotas, quase todas elas carregam álbuns de purikura, os puri-cho, como uma forma de materialização de sua rede social.

Na escola, durante os intervalos, as meninas costumam mostrar seus álbuns. Isso acontece apenas entre as amigas mais próximas, principalmente a troca de adesivos. Nem todas os adesivos são divulgados, como imagens na companhia de namorados ou amigos mais íntimos. Os álbuns funcionam como uma amostra das relações individuais e das atividades das garotas, assim como suas habilidades na modificação das fotos. A cultura da troca de adesivos tem a função de mostrar o estilo e o status social das garotas, em um formato divertido, que estimula conversas e fofocas.

As cabines permitem privacidade em locais muito movimentados, com a possibilidade de produção, modificação e distribuição imediata de fotos entre os participantes. É um exemplo raro de como a produção e troca de imagens pode ser parte de uma infra-estrutura de diversão baseada em localização.

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Dodgeball

Dodgeball é uma rede social baseada em telefones celulares. Através do sistema, os usuários podem cadastrar seus contatos, como no MSN, Orkut, etc. Quando estão em um bar, por exemplo, eles podem fazer um login através de uma mensagem de texto. Seus contatos, e até os contatos dos seus contatos, que estiverem próximos do local recebem uma mensagem, com a sugestão “Your friend X is at Bar Y (endereço), why not stop by and say hello?”.

dodgeball

Assim, Dodgeball cria redes sociais móveis, que ficam em permanente reconfiguração, dependendo do local onde seus participantes estejam. As redes sociais móveis podem estimular novos hábitos de comportamento. A partir delas, os usuários podem redefinir constantemente sua localização em busca de novas listas de contatos, o que traz uma nova dinâmica para a vida noturna.

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