Overload

Archive for the 'Mobilidade' Category

Our Cells, Ourselves

Artigo publicado no Washingtonpost.com faz uma análise da rápida difusão da tecnologia móvel e suas características em todo o mundo. Alguns pontos interessantes:

 

. Em apenas 26 anos, a tecnologia passou de praticamente 0 a mais de 3,3 bilhões de celulares ativos em um planeta com aproximadamente 6,6 bilhões de pessoas. É a mais rápida difusão global de uma tecnologia na história da humanidade, mais rápida que a vacina contra a pólio, por exemplo.

 

. As pessoas não são apenas consumidores de mídia móvel, mas são também criadores. No atentado de Londres, em 2005, as imagens mais representativas do acontecimento foram produzidas pelos próprios passageiros com câmeras de celular, e não por fotógrafos da imprensa.

 

. O telefone celular é a primeira tecnologia de comunicação na história a ter mais usuários nos países em desenvolvimento, por volta de 60%. O uso dos celulares na África tem crescido quase 50% anualmente, mais que em qualquer outra região. Mais de 30 países do continente tem mais linhas de celular do que linhas fixas. Em apenas 11 anos, Bangladesh tem uma cobertura celular de 98% de sua área total, com 30 milhões de usuários. Desses apenas 1 milhão possuem linhas fixas.

 

. O celular estimula efeitos socializantes porque cria pequenos círculos de pessoas que já se conhecem, formando um tipo de esfera local em que os indivíduos se sentem mais ligados ao social. Um característica das vilas pré-industriais.

 

. O celular tem o potencial de ser uma espécie de bolsa, que pode carregar quase tudo, como fotos de crianças, cartões de crédito, bilhetes de ônibus, agenda, calculadora, caderno de anotações, etc. 

 

. O celular tem o potencial de tornar os grupos sociais humanos “superorganismos” mais eficientes em escalas cada vez maiores. Empresas ou comunidades se tornam mais eficientes em relação a décadas passadas, mais capazes de responder a mudanças em tempos menores, e de forma mais ampla, por causa desses tipos de tecnologia. Eles se tornam mais vivos, como organismos. E estes são períodos raros em toda a história. 

 

. Estamos mais livres ou presos? Sem dúvida estamos menos confinados a certos espaços, mas com os celulares podemos ser encontrados a qualquer hora. Mesmo mais livres, construímos nossas próprias prisões.

 

 

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FILMOBILE São Paulo


O MOBILEFEST – Festival Internacional de Arte e Criatividade Móvel com

o objetivo de promover intercâmbios culturais entre os pesquisadores,

artistas e produtores de conteúdo móvel tem o prazer de anunciar a

realização do evento FILMOBILE São Paulo na sede do British Council,

São Paulo no próximo 5 de abril de 2008.

 

FILMOBILE é um projeto de rede desenvolvido na University of

Westminster e procura reunir a indústria de telefonia móvel,

criadores de filmes e artistas trabalhando com dispositivos móveis.

 

O evento será um encontro simultâneo via video conferência para

discutir o impacto econômico e cultural trazido pelas novas

tecnologias móveis e iniciar debates entre artistas e pesquisadores a

mídia e a nova indústria móvel nos dois países.

 

Não é a primeira vez que isto acontece. Em dezembro de 2007 por

ocasião do Seminário Internacional Mobilefest realizado

simultaneamente no SESC Avenida Paulista e na Universidade de

Westminster em Londres, as duas cidades estiveram unidas durante 4

horas por uma videoconferência que uniu os dois paises para discutirem

os rumos da produção e distribuição de conteúdo com dispositivos

móveis em nível global.

 

O evento apresentado pelo MOBILEFEST irá reunir intelectuais e

artistas que irão se encontrar simultaneamente em São Paulo (British

Council São Paulo) e Londres (The Old Lumiere Cinema).

 

Temas abordados: 

 

Mobile Filmmaking 

Mobile Participation

Mobile Stories

 

Exibição, Vídeo Conferência

 

Data: 5 de abril de 2008

Local São Paulo: The British Council – Rua Ferreira de Araújo, 741 – Pinheiros

 

Local Londres:

The Old Lumiere Cinema, 309 Regent Street, London W1R 8AL 

(Metrô Oxford Circus)

 

Programação aqui.

 

Obs.: ctrl-c + ctrl-v da divulgação via e-mail.

 

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Why the future is in your hands

Matéria da BBC News apresenta expectativas para a comunicação móvel.  

 

Alguns dados mostram o ritmo acelerado da transição dos celulares de dispositivos de comunicação de voz para um computador multimídia. Hoje os celulares mais sofisticados, como o N96 da Nokia, por exemplo, têm a mesma capacidade de processamento de laptops do ano 2000. E a previsão é de que entre 12 e 18 meses a venda de smartphones vai superar a venda de notebooks.

 

Ano passado a Nokia vendeu quase 200 milhões de “camera phones” e por volta de 146 milhões de “music phones”, se tornando o maior vendedor mundial de câmeras digitais e tocadores de MP3. 

 

Mais aqui.

 

 

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iBand

Este blog pretende reunir tb novos usos imprevistos da tecnologia e dos equipamentos urbanos, a exemplo de práticas como freerunning e parkour em parques e ruas. Abaixo vídeos sobre a iBand, grupo que utiliza um Nintendo DS e dois iPhones no lugar de instrumentos reais, formando uma banda de sons virtuais. O vídeo foi publicado no YouTube em 17 de fevereiro e já conta com mais de 1 milhão e meio de visualizações.

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Mobilefest 2007

 

O Mobilefest 2007 contou com a “presença” de Mimi Ito, através do sistema de videoconferência. Ela apresentou alguns pontos sobre a relação entre tecnologia, mobilidade e a cultura jovem japonesa. A apresentação trouxe alguns elementos que nos ajudam a entender um pouco mais sobre a forte difusão e atração que os dispositivos móveis exercem sobre os japoneses, principalmente os adolescentes.

 

 

ito 

 

 

Para Mimi Ito, é preciso primeiro diferenciar os telefones celulares dos PCs. Os primeiros são mais democráticos, pela facilidade de acesso, já que o preço é bem menor, pelo uso constante no dia-a-dia por grande parte da população e por oferecer uma forma de comunicação privativa, com possibilidade de se estabelecer uma formatação mais pessoal. 

 

O celular pode ser considerado mais pessoal que os PCs, já que consideramos um dispositivo por pessoa. A tela pequena também traz a idéia de privacidade. Já comentei em uma das reuniões do GPC a relação inversa entre tamanho da tela e privacidade. A tela do celular se torna um portal privativo, difícil de ser “espiado” pelos outros. Eles também permitem a comunicação enquanto andamos pelas ruas, carregamos coisas, etc. Diferente dos PCs, mesmo dos notes.

 

Os japoneses consideram uma atitude rude falar durante as viagens de metrô. É muito comum mandarem, por exemplo, um SMS pedindo permissão para realizar uma chamada de voz. Assim, as mensagens de texto se tornam uma solução essencial para os momentos (muitos…) onde não é apropriado falar.

 

O contexto local tem uma grande influência na forma de adoção de uso dos celulares. Não existe uma trajetória única, que sirva como um modelo de uso para todos os lugares. No caso do contexto japonês, houve uma lenta adoção dos PCs, além de existir uma preferência típica dos japoneses por portáteis, em relação não só a tecnologia, mas todo tipo de bugigangas.

 

Os celulares criam então a idéia de espaços tecno-sociais, em que as pessoas podem estar distantes, mas se sentem próximos através do envio de mensagens. Um conceito “always on, never alone”. 

 

O contexto e o perfil dos jovens japoneses não estimulam apenas a interação social através de telefones celulares, mas também a partir de diversas formas não digitais. A grande difusão dos purikura, principalmente entre as meninas, e os cards, entre os meninos, são alguns exemplos. Purikuras são cabines de fotos digitais que podem receber pequenos grupos de amigos. Nas cabines são tiradas fotografias, que depois de modificadas através de telas touch-screen (modding), são impressas em adesivos e divididas entre os participantes. 

 

 

purikura1 purikura2

 

 

Os adesivos são colados em diversos objetos pessoais, como cadernos, estojos, álbuns, etc. Eles podem ser recortados, trocados e são tratados de diferentes formas, da privacidade ao exibicionismo, dependendo da relação estabelecida entre as pessoas presentes nas fotos. São um tipo de orkut low-profile em que os jovens podem divulgar quem são seus amigos e que tipo de proximidade existe entre eles. Os adesivos de purikura formam um verdadeiro mosaico das relações sociais e atividades de seus donos. 

 

 

purikura3

 

 

Para os meninos, os cards são representantes de uma cultura pós-pokemon. A TV já não é mais o centro das ações, já que eles podem colecionar, trocar ou disputar os cards, carregando-os para todos os lugares. Entre as coleções de cards, alguns são mais raros, o que estimula o interesse e as relações entre os colecionadores. A diversão está entre o analógico e o digital, com conteúdos baseados em cartões, assim como games, celulares, etc.

 

Os exemplos acima mostram relações sociais criadas e reforçadas a partir tanto  de elementos reais/físicos, quanto de elementos virtuais.  Nos adesivos Purikura a foto impressa, em papel adesivo, também é modificada, recriada a partir de recursos de edição digital, com imagens, grafites e BGs virtuais, assim como as dinâmicas dos cards transitam entre os antigos cartões de papel ou plástico e os recursos de games, filmes, sites e dispositivos móveis.

 

Tive oportunidade de fazer uma pergunta, aquela primeira pra quebrar o gelo. “Como você tem observado a criação de novas formas de uso do espaço urbano a partir das tecnologias digitais móveis? (ou algo asism..)

 

Mimi Ito: “Existe atualmente uma migração de cartões de banco, de transportes, por exemplo, para os telefones celulares. Por isso, as pessoas utilizam cada vez menos dinheiro e os serviços urbanos são cada vez mais monitorados. As antigas estruturas públicas desaparecem, como por exemplo os telefones públicos, e se torna difícil viver na cidade sem o celular. Os relacionamento em bares e points se tornam mais raros, já que essa interação passa a acontecer tb nesses dispositivos.”

 

Ponto interessante: durante o evento meu celular descarregou. Na saída, lá pelas 22h30, tentei ligar de um orelhão na Av. Paulista, que podemos considerar a rua mais importante do país. Tentei em 3 telefones, não consegui de nenhum  :/

 

O artista e escritor Armin Medosch, que participou presencialmente, com uma palestra sobre a aprendizagem hacker, tb esperava mais da resposta, tentou complementar citando manifestações artísticas na ruas, a criação de linguagens digitais mais urbanas, os location-based services, as mídias locativas e a recuperação de espaços públicos através do uso das tecnologias. 

 

 

armin 

 

 

Sua participação foi provocadora na defesa das redes mesh como forma de garantir o direito à liberdade de realização de suas próprias conexões. Segundo ele, mais do que entregar computadores coloridos à população (espetando um projeto apresentado pouco antes), importante realmente é fornecer conhecimento para que todos possam formar suas próprias redes.

 

 

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TV Digital e a Rede Globo

No final do ano passado estive no lançamento da TV Digital da Rede Globo para o mercado publicitário em São Paulo. O evento aconteceu às vésperas do início da transmissão na capital, que aconteceu dia 2 de dezembro. 

 

O destaque da apresentação como sempre foi o aumento da qualidade da imagem, que passa de um padrão analógico, de 640 pontos por linha, num total de 480 linhas, para a possibilidade de exibição de imagens em 1920 pontos e 1080 linhas. 

 

 

tv globo 

 

 

Dois conceitos são interessantes em relação ao aspecto da mobilidade. A idéia de tv móvel, com a possibilidade de captação do sinal com qualidade e sem interferências em dispositivos em movimento, como ônibus, metrôs, carros e barcos. E a tv portátil, relacionada à recepção do sinal em aparelhos portáteis, que podem ou não estar em movimento, como palms, celulares, etc. 

 

Não vai existir custo para recepção, será preciso apenas adquirir um aparelho receptor apropriado. A indústria já está preparando uma série de gadgets para atender esse mercado. Com isso, há uma expectativa de que o consumo de conteúdo de tv fora dos domicílios aumente, por conta da facilidade e conveniência da recepção móvel. Será sem dúvida o ponto-chave da fusão entre tv e celulares.

 

 

tv globo 2 

 

 

Há tb um ponto interessante sobre a qualidade da imagem que pode interferir na forma que interagimos com esses dispositivos. Por causa de imperfeições da transmissão analógica, recomenda-se que o espectador fique a uma distância do aparelho de pelo menos 7 vezes a altura da tv. Essa distância permite um ângulo de visão de aproximadamente 10º. Na imagem de alta definição, a distância sugerida entre o espectador e o aparelho é de apenas 3 vezes sua altura, permitindo um ângulo de visão de 30º. Essa proximidade proporciona um envolvimento maior do telespectador com a imagem. E quanto mais proximidade, sempre de uma forma inversamente proporcional ao tamanho da tela, podemos desenvolver nossas bolhas de privacidade e interatividade.

 

 

tv globo 3 

 

 

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NTT DoCoMo 2010

Realidade aumentada, geolocalização, RFID, telepresença, ubiquidade e, claro, muita mobilidade. A visão do futuro de uma empresa de “telefonia” japonesa.

 

 

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Dodgeball

Dodgeball é uma rede social baseada em telefones celulares. Através do sistema, os usuários podem cadastrar seus contatos, como no MSN, Orkut, etc. Quando estão em um bar, por exemplo, eles podem fazer um login através de uma mensagem de texto. Seus contatos, e até os contatos dos seus contatos, que estiverem próximos do local recebem uma mensagem, com a sugestão “Your friend X is at Bar Y (endereço), why not stop by and say hello?”.

dodgeball

Assim, Dodgeball cria redes sociais móveis, que ficam em permanente reconfiguração, dependendo do local onde seus participantes estejam. As redes sociais móveis podem estimular novos hábitos de comportamento. A partir delas, os usuários podem redefinir constantemente sua localização em busca de novas listas de contatos, o que traz uma nova dinâmica para a vida noturna.

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GPS Drawing

Uma galeria de desenhos criados em mapas, utilizando o GPS como um lápis sobre a terra. Novos usos não previstos das tecnologias de localização, que segundo o autor criam mapas de lugares imaginários, trabalhos que adaptam a iconografia dos mapas para expressar idéias e experiências de lugar.

 

gps drawing

 

Via Carnet de Notes

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Clandestino – Manu Chao

Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley

Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel

Pa’ una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la dejé
Entre Ceuta y Gibraltar

Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad

Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel

Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley

Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal

Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley

Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel

Argelino clandestino
Nigeriano clandestino
Boliviano clandestino
Mano negra ilegal

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