Archive for the 'Cibercultura' Category
Tecnologia e inteligência
Videogames, internet e ambientes virtuais. Tudo isso pode estimular a inteligência tanto quanto a leitura. É o que apontam os estudos de Steven Johnson, pensador e crítico cultural norte-americano. Para ele, é hora de encarar com otimismo o uso cotidiano das tecnologias interativas, uma vez que as crianças e os jovens estão desenvolvendo melhor sua socialização e construindo um tipo diferente de inteligência, a partir do universo digital.
Partes seguintes:
http://br.youtube.com/watch?v=JqzUHyhXhhY&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=QQR1Aotohyg&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=fIrROkgkB2Y&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=kevzqAQ6rxI&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=uvy2fSWZRvM&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=zq10g7QYmSw&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=Qj9KmMKL5oM&feature=related
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RFID, ou não
Questões de privacidade surgem com as possibilidades da aplicação de etiquetas RFID em diversos tipos de produtos. Com as etiquetas, um supermercado, por exemplo, pode rastrear o caminho que os produtos tomam mesmo quando se distanciam da loja. Já utilizado amplamente em animais, estruturas de logística e até em humanos, para rastrear e controlar o acesso a certos locais, a aplicação das etiquetas começa a sugerir cenários distópicos, de vigilância, controle e invasão de privacidade.
Tagzapper e RFIDwasher são dispositivos que prometem desativar transmissores de RFID, garantindo assim a privacidade dos consumidores e evitando o controle por parte de agências comerciais ou governamentais.
iBand
Este blog pretende reunir tb novos usos imprevistos da tecnologia e dos equipamentos urbanos, a exemplo de práticas como freerunning e parkour em parques e ruas. Abaixo vídeos sobre a iBand, grupo que utiliza um Nintendo DS e dois iPhones no lugar de instrumentos reais, formando uma banda de sons virtuais. O vídeo foi publicado no YouTube em 17 de fevereiro e já conta com mais de 1 milhão e meio de visualizações.
No commentsMobilefest 2007
O Mobilefest 2007 contou com a “presença” de Mimi Ito, através do sistema de videoconferência. Ela apresentou alguns pontos sobre a relação entre tecnologia, mobilidade e a cultura jovem japonesa. A apresentação trouxe alguns elementos que nos ajudam a entender um pouco mais sobre a forte difusão e atração que os dispositivos móveis exercem sobre os japoneses, principalmente os adolescentes.
Para Mimi Ito, é preciso primeiro diferenciar os telefones celulares dos PCs. Os primeiros são mais democráticos, pela facilidade de acesso, já que o preço é bem menor, pelo uso constante no dia-a-dia por grande parte da população e por oferecer uma forma de comunicação privativa, com possibilidade de se estabelecer uma formatação mais pessoal.
O celular pode ser considerado mais pessoal que os PCs, já que consideramos um dispositivo por pessoa. A tela pequena também traz a idéia de privacidade. Já comentei em uma das reuniões do GPC a relação inversa entre tamanho da tela e privacidade. A tela do celular se torna um portal privativo, difícil de ser “espiado” pelos outros. Eles também permitem a comunicação enquanto andamos pelas ruas, carregamos coisas, etc. Diferente dos PCs, mesmo dos notes.
Os japoneses consideram uma atitude rude falar durante as viagens de metrô. É muito comum mandarem, por exemplo, um SMS pedindo permissão para realizar uma chamada de voz. Assim, as mensagens de texto se tornam uma solução essencial para os momentos (muitos…) onde não é apropriado falar.
O contexto local tem uma grande influência na forma de adoção de uso dos celulares. Não existe uma trajetória única, que sirva como um modelo de uso para todos os lugares. No caso do contexto japonês, houve uma lenta adoção dos PCs, além de existir uma preferência típica dos japoneses por portáteis, em relação não só a tecnologia, mas todo tipo de bugigangas.
Os celulares criam então a idéia de espaços tecno-sociais, em que as pessoas podem estar distantes, mas se sentem próximos através do envio de mensagens. Um conceito “always on, never alone”.
O contexto e o perfil dos jovens japoneses não estimulam apenas a interação social através de telefones celulares, mas também a partir de diversas formas não digitais. A grande difusão dos purikura, principalmente entre as meninas, e os cards, entre os meninos, são alguns exemplos. Purikuras são cabines de fotos digitais que podem receber pequenos grupos de amigos. Nas cabines são tiradas fotografias, que depois de modificadas através de telas touch-screen (modding), são impressas em adesivos e divididas entre os participantes.

Os adesivos são colados em diversos objetos pessoais, como cadernos, estojos, álbuns, etc. Eles podem ser recortados, trocados e são tratados de diferentes formas, da privacidade ao exibicionismo, dependendo da relação estabelecida entre as pessoas presentes nas fotos. São um tipo de orkut low-profile em que os jovens podem divulgar quem são seus amigos e que tipo de proximidade existe entre eles. Os adesivos de purikura formam um verdadeiro mosaico das relações sociais e atividades de seus donos.

Para os meninos, os cards são representantes de uma cultura pós-pokemon. A TV já não é mais o centro das ações, já que eles podem colecionar, trocar ou disputar os cards, carregando-os para todos os lugares. Entre as coleções de cards, alguns são mais raros, o que estimula o interesse e as relações entre os colecionadores. A diversão está entre o analógico e o digital, com conteúdos baseados em cartões, assim como games, celulares, etc.
Os exemplos acima mostram relações sociais criadas e reforçadas a partir tanto de elementos reais/físicos, quanto de elementos virtuais. Nos adesivos Purikura a foto impressa, em papel adesivo, também é modificada, recriada a partir de recursos de edição digital, com imagens, grafites e BGs virtuais, assim como as dinâmicas dos cards transitam entre os antigos cartões de papel ou plástico e os recursos de games, filmes, sites e dispositivos móveis.
Tive oportunidade de fazer uma pergunta, aquela primeira pra quebrar o gelo. “Como você tem observado a criação de novas formas de uso do espaço urbano a partir das tecnologias digitais móveis? (ou algo asism..)
Mimi Ito: “Existe atualmente uma migração de cartões de banco, de transportes, por exemplo, para os telefones celulares. Por isso, as pessoas utilizam cada vez menos dinheiro e os serviços urbanos são cada vez mais monitorados. As antigas estruturas públicas desaparecem, como por exemplo os telefones públicos, e se torna difícil viver na cidade sem o celular. Os relacionamento em bares e points se tornam mais raros, já que essa interação passa a acontecer tb nesses dispositivos.”
Ponto interessante: durante o evento meu celular descarregou. Na saída, lá pelas 22h30, tentei ligar de um orelhão na Av. Paulista, que podemos considerar a rua mais importante do país. Tentei em 3 telefones, não consegui de nenhum :/
O artista e escritor Armin Medosch, que participou presencialmente, com uma palestra sobre a aprendizagem hacker, tb esperava mais da resposta, tentou complementar citando manifestações artísticas na ruas, a criação de linguagens digitais mais urbanas, os location-based services, as mídias locativas e a recuperação de espaços públicos através do uso das tecnologias.
Sua participação foi provocadora na defesa das redes mesh como forma de garantir o direito à liberdade de realização de suas próprias conexões. Segundo ele, mais do que entregar computadores coloridos à população (espetando um projeto apresentado pouco antes), importante realmente é fornecer conhecimento para que todos possam formar suas próprias redes.
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NTT DoCoMo 2010
Realidade aumentada, geolocalização, RFID, telepresença, ubiquidade e, claro, muita mobilidade. A visão do futuro de uma empresa de “telefonia” japonesa.
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