TV Digital e a Rede Globo
No final do ano passado estive no lançamento da TV Digital da Rede Globo para o mercado publicitário em São Paulo. O evento aconteceu às vésperas do início da transmissão na capital, que aconteceu dia 2 de dezembro.
O destaque da apresentação como sempre foi o aumento da qualidade da imagem, que passa de um padrão analógico, de 640 pontos por linha, num total de 480 linhas, para a possibilidade de exibição de imagens em 1920 pontos e 1080 linhas.
Dois conceitos são interessantes em relação ao aspecto da mobilidade. A idéia de tv móvel, com a possibilidade de captação do sinal com qualidade e sem interferências em dispositivos em movimento, como ônibus, metrôs, carros e barcos. E a tv portátil, relacionada à recepção do sinal em aparelhos portáteis, que podem ou não estar em movimento, como palms, celulares, etc.
Não vai existir custo para recepção, será preciso apenas adquirir um aparelho receptor apropriado. A indústria já está preparando uma série de gadgets para atender esse mercado. Com isso, há uma expectativa de que o consumo de conteúdo de tv fora dos domicílios aumente, por conta da facilidade e conveniência da recepção móvel. Será sem dúvida o ponto-chave da fusão entre tv e celulares.
Há tb um ponto interessante sobre a qualidade da imagem que pode interferir na forma que interagimos com esses dispositivos. Por causa de imperfeições da transmissão analógica, recomenda-se que o espectador fique a uma distância do aparelho de pelo menos 7 vezes a altura da tv. Essa distância permite um ângulo de visão de aproximadamente 10º. Na imagem de alta definição, a distância sugerida entre o espectador e o aparelho é de apenas 3 vezes sua altura, permitindo um ângulo de visão de 30º. Essa proximidade proporciona um envolvimento maior do telespectador com a imagem. E quanto mais proximidade, sempre de uma forma inversamente proporcional ao tamanho da tela, podemos desenvolver nossas bolhas de privacidade e interatividade.
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